A retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (4/8), foi marcada pela presença de um grupo de profissionais da saúde, que acompanharam a Sessão Ordinária para cobrar o pagamento de salários atrasados.
Segundo levantamento divulgado pela Rede Amazônica, médicos contratados por empresas terceirizadas chegaram a acumular até oito meses de salários em atraso. A situação também afeta enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, radiologistas, maqueiros e outros profissionais da rede estadual.
O Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) e o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) defenderam a regularização imediata dos pagamentos.
“É preocupante a situação do estado do Amazonas, porque os profissionais de saúde são trabalhadores e merecem receber seus proventos”, afirmou Hiran Gallo, presidente do CFM.
Tribuna
Durante a sessão, o deputado estadual Wilker Barreto (PSD) defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação de recursos públicos na saúde e na educação. Segundo o parlamentar, falta transparência na destinação dos recursos.
“A Casa tem que ter coragem de abrir CPIs para investigar a ‘pilhagem’ que ocorreu com o dinheiro do povo amazonense, na Saúde e na Educação. Uma reportagem apontou indícios, pelo Tribunal de Contas, de R$ 1 bilhão de gastos com a Educação”, ressaltou.
Barreto também afirmou que irá cobrar do Governo do Amazonas um cronograma para a quitação dos salários atrasados. Na próxima segunda-feira (10/8), a Comissão de Saúde e Previdência Social da Aleam realizará uma audiência pública para a prestação de contas quadrimestral da saúde, ocasião em que o deputado disse que voltará a cobrar esclarecimentos.
