O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) está desenvolvendo uma ferramenta de Inteligência Artificial para dar suporte ao trabalho dos gabinetes de desembargadores no segundo grau de jurisdição. Batizada de Arandu Gabinete, a tecnologia foi criada para reduzir o tempo gasto em tarefas operacionais, como a organização de documentos, a análise inicial dos processos e a elaboração de minutas de decisões, sem substituir a atuação dos magistrados.
O projeto é desenvolvido pelo Comitê de Governança de Inteligência Artificial (CGIA) do TJAM, presidido pela desembargadora Vânia Marques Marinho, e teve origem em uma iniciativa do gabinete do desembargador Cezar Bandiera.
Segundo o TJAM, a nova ferramenta foi concebida para enfrentar um dos principais desafios encarados pelos gabinetes do segundo grau: o elevado volume de processos e documentos que exigem leitura detalhada, classificação e organização antes da análise jurídica. A Inteligência Artificial ficará responsável justamente pelas etapas mais repetitivas desse fluxo, reunindo informações, estruturando o conteúdo dos autos e apresentando uma proposta de minuta para apreciação da equipe.
