O governo federal vai investir mais de R$ 500 milhões na navegabilidade dos rios amazônicos até o final de 2026. Os investimentos devem ajudar a mitigar os efeitos da estiagem na região. A informação foi confirmada pelo secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, durante o encontro on-line Diálogos Amazônicos, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Nos últimos três anos, foram investidos R$ 1,7 bilhão na região por meio de dragagens em rios importantes para o transporte de cargas.
Uma das concessões que estão no radar é a do rio Madeira. Segundo o secretário, ela pode reduzir em até 25% o frete de mercadorias, já que “o rio vai funcionar plenamente 24 horas por dia, todos os dias do ano. As empresas vão poder movimentar suas cargas de forma plena, e isso vai trazer uma série de benefícios para todos os atores”. O ganho superaria, inclusive, o valor do eventual pedágio cobrado das empresas.
Rio Solimões
Neste mês, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) expediu licença ambiental ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que ficará responsável pela dragagem do rio Solimões. O órgão vai atuar na região entre o Alto e o Médio Solimões, além de outros trechos estratégicos da malha hidroviária federal no estado.
Peça fundamental para a navegação no Amazonas, o rio Solimões impacta diretamente a mobilidade da população e a economia estadual, por facilitar a ligação entre os municípios e Manaus, além do acesso a mercadorias e serviços essenciais em localidades mais distantes da capital.
Com a dragagem dos pontos críticos, a expectativa é melhorar as condições de navegação e facilitar o transporte de alimentos, combustíveis, medicamentos, gás de cozinha e outros produtos essenciais, além do escoamento da produção agrícola, pesqueira e extrativista do interior.
