O ranking anual de qualidade de vida da EIU, empresa ligada à “The Economist”, que mede o quanto uma cidade é boa para viver a partir de critérios como saúde, educação, infraestrutura, estabilidade, cultura e meio ambiente, deixou Manaus na 134ª posição ante 173 cidades listadas. O desempenho coloca a capital amazonense atrás das outras duas cidades brasileiras citadas no levantamento. O Rio de Janeiro ficou em 108º lugar e São Paulo em 115º.
Contraste – Para Manaus, o resultado expõe um velho paradoxo: a cidade concentra riqueza, indústria e serviços, mas ainda entrega uma qualidade de vida distante do próprio potencial.
Espelho – No topo da lista, Copenhague (Dinamarca) foi eleita a cidade mais habitável do mundo pelo segundo ano consecutivo, seguida por Viena (Áustria) e Melbourne (Austrália). A comparação pode parecer distante, mas ajuda a lembrar que qualidade de vida não é abstração. Passa por transporte, saneamento, segurança, áreas verdes, saúde e educação funcionando no cotidiano. Coisas básicas, aliás.
Guerras – O ranking também mostra como instabilidade derruba cidades. As maiores perdas vieram do Oriente Médio: Muscat (Omã) caiu 14 posições, Kuwait City (Jordânia) perdeu 12, Amã (Jordânia) recuou 11, Manama (Bahrein) caiu 10 e Doha (Catar) perdeu 7. Dubai e Abu Dhabi, ambos nos Emirados Árabes Unidos, também recuaram.
Varredura – A Corregedoria Nacional de Justiça determinou uma correição extraordinária em cinco unidades do Tribunal de Justiça do Amazonas. Segundo o Estadão, a inspeção encontrou morosidade, falhas de gestão, acúmulo de processos e inconsistências administrativas.
Balão – A apuração alcança a atuação de cinco magistrados e abre caminho para eventual responsabilização funcional. Entre as práticas identificadas está o chamado “despacho-balão”, usado para movimentar formalmente o processo sem resolver a causa da paralisação. Em uma das unidades, havia 2,7 mil ações conclusas há mais de 120 dias.
Olha já – “A ciência descobre o açaí, o superalimento amazônico”, anunciou reportagem de O Globo, esta semana. Para quem vive na Amazônia, a novidade está menos no fruto e mais no reconhecimento tardio: a polpa pura reúne fibras, gorduras saudáveis, minerais, vitamina E, ferro e compostos antioxidantes.
Faz bem – Conforme mostra a reportagem, em 100 gramas tem cerca de 68 calorias (o problema costuma estar no açúcar, nos xaropes e nas coberturas adicionadas fora da região).
Tradição – As pesquisas agora confirmam o que o consumo amazônico ensina há gerações: o açaí funciona melhor concentrado, sem adoçantes e acompanhado de proteínas, como peixe, farinha ou outros alimentos. A ciência chegou, enfim, à mesa do caboclo.
